Fracassados uma ova!


Direito de Resposta da Karinassa

 

 

Já que eu tenho as prerrogativas inerentes à senha desta poçilg... deste nobre espaço, reservo-me ao direito de oferecer uma réplica do texto do meu amado e querido Júlio César.

 

Vale esclarecer que a tentação vil de apagar o texto medonho dele foi grande, mas como a liberdade de expressão é um dos princípio maiores da sociedade, e em respeito ao texto do nosso Imperador, apesar do estilo altamente Diogo-Mainardi-no-dia-logo-após-a-respectiva-mulher-ter-dormido-de-jeans, acho que o melhor caminho é este mesmo: o Direito de Resposta.

 

A priori, não posso deixar de registrar meu profundo descontentamento, uma vez que fiz um texto cheio de reverência ao ícone cultural maior deste pais (conforme se depreenderá adiante), e, principalmente, CHEIO DE LINKS, que deram uma trabalheira do caramba (pra não dizer nome mais chulo), texto este que... causou tão pouco impacto.

 

O negócio é a polêmica, o sensacionalismo! É mexer com as paixões alheias! Sim, estou enciumada! De outro lado, acho legal ver o circo pegando fogo por aqui, o que eu não seria muito capaz de promover e, por isso, agradeço ao Imperador, ainda que se utilize levianamente o bom nome do grande, maravilhoso, sobre-humano, irretocável, joinha, supimpa, Chico Buarque de Holanda.

 

Sim, causou-me grande sofrer o nome Chico Buarque de Holanda no mesmo parágrafo em que consta Getúlio e Brizola. Isso porque Chico Buarque de Holanda nunca foi político. Mal e mal manifestava suas idéias políticas, especificamente no que concerne à liberdade de expressão (algo do qual nosso nobre Júlio César muito se beneficia, por sinal). Não penso que seja um mérito para qualquer pessoa o fato de ter sido perseguido durante a ditadura militar. Muito pelo contrário! É apenas a memória de um passado vergonhoso do qual convém sempre relembrar, para não repetir.

 

(por sinal, a referência aos olhos “ardósia” que fiz é retirada do retrato policial do jovem Francisco Buarque de Holanda, imagem esta constante no encarte do disco “Para Todos”)

 

Mas Chico Buarque nunca foi mártir pela perseguição política, pelo exílio. Foi vítima da mão cerrada da Ditadura e do controle da expressão popular, e o mesmo vale aos mencionados Zé Dirceu, Palocci, Nelson Ned, etc.

 

Nunca desvinculei o papel cultural do Chico Buarque e somente esse (ou seja, nunca o vinculei a um papel político). E o papel cultural, a ele atribuído, também não é o de “cantor sex-simbol”. Ok, Francisco é um sessentão que dá um belo dum caldo (já que adentramos ao assunto), e sempre foi formoso, mas nunca fez o tipo galã. Tampouco fez o tipo de... cantor. As músicas do Chico Buarque, em sua esmagadora maioria, foram feitas para a integração da trilha sonora de peças de teatro, musicais e filmes. E é assim até hoje. (referências a “A ostra e o vento” e “Cambaio”).

 

Hoje se fala que o Chico “perdeu a mão”. Na verdade, quem perdeu a mão foi a cultura nacional como um todo, cultura esta responsável por dar ensejo às obras do Chico, afinal, ele compõe para fomentar musicais, filmes, etc. Chico Buarque, que nunca foi cantor, tem, sim, péssima voz e entonação sofrível. Mas o que nos faz consumir as músicas cantadas pelo Chico nunca foi a sua voz.

 

Conforme eu disse em texto anterior, o Chico Buarque provoca identificação. Acha soluções poéticas simples e geniais. Brinca com palavras, com fonemas e semânticas. (não é à toa que fervilham textos do Chico Buarque pelos vestibulares do Brasil). Traduz os instintos mais encruados de homens e mulheres. Traduz a vida marginal. Traduz a solidão. Traduz o tesão. E, assim, vamos nos identificando, e nos apaixonando. Pessoalmente, nunca senti inveja da Marieta, nunca quis ser amiga do Chico, sequer quis conversar com ele. O Chico Buarque me desperta a vontade de chorar, gritar, na falta de qualquer outra reação tão intensa.

 

Há coisas que, de tão lindas nos fazem perder o controle, e é assim que me brotam as lágrimas diante das músicas do Chico.

 

Quanto ao Chico escritor, primeiro, há de se saber ler a obra dele. Budapeste, o livro mencionado pelo Júlio, foi uma tentativa do Chico Buarque de fazer o mesmo que ele faz com as músicas: esculpir as situações. O livro é quase uma meta-leitura, em que o leitor coloca-se no papel do protagonista - José Carlos – na leitura de um livro que foi, na verdade, escrito por um terceiro. Este último, ao final, assume o papel de antagonista. A narração em primeira pessoa não foi uma opção, foi uma necessidade para se contar a história de acordo com o projeto.

 

Na verdade, com Budapeste, o Chico não fez literatura. Fez filosofia. (ao menos assim me pareceu).

 

Todavia, é covarde a comparação do Chico Buarque – o escritor regular, com Chico Buarque – o gênio.



 Escrito por Karinassa às 13h55 [   ] [ envie esta mensagem ]




Chico "Sambinha" Buarque

Com o título de país mais absurdo do mundo o Brasil, obviamente, idolatra as pessoas mais absurdas do mundo. Getúlio é o pai dos pobres até hoje. Brizola é símbolo trabalhista. E Chico Buarque é cantor e sex-simbol.
Beira a loucura a forma como este péssimo escritor, cantor medonho e letrista tacanho é tratado de forma áulica.
Incensado pelos tupiniquins como gênio musical, Chico tem uma voz sofrível. Falta ânimo e entonação à ele. E não é preciso ser músico, caso deste que vos escreve, para notar isso.
 
Para o título de lestrista, então, Chico chega a ser risível. Afinal de contas Geraldo Vandré com "Para não dizer que não falei de flores" dá uma surra homérica no moço dos olhos de ardósia. Ah, os olhos de Chico Buarque. Por trás deles esconde-se um homem sem imaginação que usa e abusa do tacanhismo para angariar as multidões.
 
A literatura (sic) de Chico beira a imbecilidade. Senti desprazer de ler apenas um livro em toda minha saga literária, acostumada a Shakespeare, Machado de Assis, Verissímo pai e filho, Lampeduza et caterva. E o nome desse livro insípido e inodoro é "Budapeste" obra vendida como clássico, de autoria do Chico "Sambinha". Ruim de narrativa e sem imaginação, nao merece o status de peso de papel. Até a contracapa, com letras invertidas para serem lidas no vetor correto defronte ao espelho, é clichê de clichê.
 
Como se ainda não bastasse, o nobilíssimo Chico auto-intitula-se gênio do futebol. Dono da bola do Politheama, apita, chuta e defende, uma vez que o time, e os adversários, são um conchavo de leais súditos à serviço da célebre Majestade. Em tempo, vale ressaltar que vossa realeza torce para o Fluminense. Como alguém que se intitula sabedor do esporte bretão não torce para o glorioso Corinthians?
 
A aversão de Chico à ditadura militar de nada serve como atenuante. Palocci, FFHH e Josef Serra chegaram a lutar contra os milicos, só para dar-lhes mero exemplo.
 
Por fim, ele ainda teve a cara de pau de usar o pseudônimo "Julinho", ofendendo todos aqueles que carregam o nome. É tão pusilâmine e tacanho quanto sua literatura, letra e voz.


 Escrito por O imperador às 09h58 [   ] [ envie esta mensagem ]




Olha aí, é o meu guri

Escrever sobre Chico Buarque me é algo imensamente difícil. Isso porque ele atinge tantas pessoas, e de tal maneira, que quase tudo que se tem para dizer dele virou clichê.

 

“O maior letrista do território nacional”? Grandes novidades...

“Chico Buarque entende a alma feminina”? Chego a ficar enjoada com a repetição desse comentário...

“Papel cultural relevante, na época da ditadura militar”? Quem é que não sabe disso?

 

Como todo bom clichê, tudo isso é bem verdade.

 

Até se dizer que é fã do moçoilo é um clichê (e, cá entre nós, atribuo a isso o fato de Sua Majestade, o Imperador, declarar ódio mortal ao moço dos olhos ardósia. É só pra ser do contra!).

 

Levando para o lado pessoal, posso testemunhar que cada um dos meus momentos tem uma trilha sonora do Chico Buarque. Quando estou cansada do trabalho, com vontade de chutar tudo pro alto e responder à altura aquele colega maldito, "penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão". Quando boto minhas cachorras para dormir, é Acalanto para Helena que canto (eu sei, é ridículo, ainda mais pelo fato de que nenhuma delas se chama Helena). Quando a tristeza e a pobreza alheia me comovem, "eu que não creio, peço a Deus" pela gente brasileira...

 

E o que falar do coração? Todos, absolutamente TODOS os meus bem e mal-sucedidos romances levaram o Chico Buarque consigo, em cada momento (praticamente um triângulo). Do começo eufórico , passando pela dor do rompimento até o conformismo com o fim. Mesmo o reencontro é tema de música do Chico!

 

E não sou só eu! Quem é que nunca chamou, mentalmente, uma das moças do meretrício pelo nome de Geni, em solidaridade com o seu estar marginal?

 

Mas o que mais me impressiona sobre Chico Buarque de Holanda é a capacidade que ele tem de esculpir com palavras e música. Escultor de palavras! É isso que ele é! Quem mais conseguiria mudar as posições das palavras de tal maneira, que a música ganhe cada vez mais intensidade e agressividade, como em Construção?

Quem mais conseguiria compor uma música usando palavras francesas, e fazer a música ter sentido em português, como em Joana Francesa ?

Quem mais conseguiria repetir uma música inúmeras vezes, sempre no mesmo tom, para dar ênfase ao tema - rotina- como em Cotidiano.

 

Enfim, é coisa de gênio, mesmo. Acho que o Chico Buarque é a única pessoa na face da Terra cuja presença me colocaria histérica. Definitivamente não é uma pessoa como qualquer outra.

 

Eu tive a sorte de crescer num lar que venera Chico Buarque, e posso dizer que o fanatismo vem da infância. Mas, cada vez que escuto, percebo uma sutileza nova, uma palavra proposital, um jogo de palavras que ninguém mais faria.

 

A única coisa que me incomoda no Chico Buarque são os fãs dele. Não me agradam as elitezinhas culturais, que não são capazes de constatar o evidente e gritante caráter naturalista, povão e botequeiro do Chico. Quer ser elite cultural? Vá escutar Mozart!

 

Ah! Quer o link da referência do título?

O meu guri



 Escrito por Karinassa às 16h26 [   ] [ envie esta mensagem ]


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