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Olha o Imperador aí gente!!!!!!
Desde caralhadas ancestrais. Quando o homem ascendeu à esperança E as moças ainda vestais Cobriram a terra de bonança
E a vida maculada pelo homem Fez surgir no horizonte Mauricio de Nassau Vindo da Europa tempos outrem Para alegrar o Carnaval
Olha o breeeeeeeeque...
Pois é, nobres e carnavalescos (perdoem-me) leitores. Mais uma vez o espírito das cuícas e dos surdos invade os corações tupiniquins. A pátria de chuteiras desce dos cravos para rebolar as ancas nas avenidas, ruas, vielas e qualquer porra com mais de um metro. Eu não preciso nem esclarecer que não suporto o Carnaval. É óbvio, visto que não gosto de coisas melhores como o Fogo Morto de José Lins do Rego, o Chico e por aí vai.
Mas afinal de contas, por quê este ódio à festa cortesã de Momo? Afinal de contas, tem tudo que um ser humano em suas faculdades normais gosta: mulher pelada, cerveja e putanhismo. Ok, tudo isso embalado por uma péssima trilha sonora, mas de qualquer forma, tem mulher pelada, [mode Vanderley Luxemburgo on] porra! [mode Vanderley Luxemburgo off].
Acontece que há um certo problema na efeméride cortesã. São mulheres intocáveis a cinqüenta metros de altura do chão. Ritmos frenéticos sem nenhum senso lógico. A cerveja mais cara da face da Terra (creio que um jogo pela Copa em Gelsekirchen cobrará mais barato, mesmo cotado em euros). Ou seja, para nós, o proletariado da corte de Momo, resta cachaça e a ala das baianas.
Tudo bem, você pode pensar que estou dando uma de Hugo Chávez, criticando a “mão peluda e monstruosa do Imperialismo Carnavalesco”. Mas de qualquer forma, não dá para agüentar, além da péssima música, Cléber Machado, Glória Maria, Kubrusly, Ivo Meirelles, Leci Brandão, et caterva. Em suma, o Carnaval é sempre uma grande merda, e em nada é a expressão do brasileiro, bem como outros chavões que os sociólogos adoram enumerar para nos destacar do resto do mundo.
E para piorar a data festiva meus sobrinhos, carnavalescos natos, quebraram o aparelho de DVD. Quis comer as benditas das crianças. Melhor explicar: diferente do Michael Jackson comeria os infantes ao molho bolonhesa. Afinal, essa história de que comunista come criancinha é invenção do SNI e dos Estados Unidos. Muito axé para vocês, nobres leitores.
PS: o samba enredo (sic) acima é obra Imperial. No ano que vem, ou nos próximos, vou ganhar dinheiro com isso, sem dúvida.
Escrito por O imperador às 13h20
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teleco-teco, zirigidum, balaco-baco, ziriguidum, esquindô, teleco-tec...
Pois como devem ter percebido, o Fracassados uma ova! entrou em recesso de Carnaval. E, mais uma vez o Carnaval é utilizado como desculpa, por uma brasileira, ainda que esta tenha passado o feriado na sossegada e deserta Curitiba Carnavalesca, lendo, atualizando o cinema e pirat... customizando cds.
O que mais me incomoda no Carnaval é isso. A data marcada para a liberação. A idéia de que se pode fazer tudo que é reprimido durante o resto do ano. E nada pior e mais revoltante que a idéia de que o ano só começa a funcionar depois da quarta-feira de cinzas.
Na verdade, para mim, o Carnaval só teve um pouco de graça, durante a infância, em que sacrificava um pouco mais os meus pais e os fazia levar nos bailinhos infantis. Claro, sempre havia uma fantasia previamente adquirida nas Lojas Americanas. Parecia-me inadmissível o Carnaval sem fantasias, afinal, era o mais legal, uma vez que, chegando nos bailinhos ficava postada na cadeira tomando refrigerante.
Acho que percebi a adolescência chegando quando parei de querer me fantasiar no carnaval. Sim, eu tive a fase revoltante em que tudo que eu mais desejava em fevereiro era um trio-elétrico cheio de axé. Sim, já tentei dançar em cima da garrafa (não acredito que estou revelando!). Ainda bem que, como boa curitibana da gema, tenho o malemolejo de uma pedra de rio.
Hoje não consigo me imaginar atrás de um trio-elétrico e, há alguns anos, carnaval é sinônimo de descanso... e desculpa para pegar um cineminha no meio da tarde, para não atualizar os sites...
Pena que continua acabando na quarta-feira...
Por sinal, acho que o melhor do carnaval, ainda são as músicas bonitas feitas em sua homenagem. O quê? Axé? Tais brincando....
"Tristeza não tem fim. Felicidade, sim.
A felicidade do pobre parece a grande ilusão do Carnaval.
A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho pra fazer a fantasia de rei ou de pirata ou jardineira, e tudo se acabar na Quarta-Feira...”
(Felicidade, Tom Jobim)
Escrito por Karinassa às 10h03
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