Fracassados uma ova!


"Gostaria de ser modesta, mas me faltam argumentos"

Como todos sabem, a maioria dos internautas sofrem de dupla personalidade. Sempre há aquele rapaz albino de sardas e uma pinta do tamanho do Aconcágua diz-se mais belo "que a covinha da bochecha da Monica Belluci". A metáfora lulista serve atestar a bela, astuta, sagaz e homérica entrevista de Karinassa para o Imperador, uma vez que estes dois são os mais notórios loucos de pedra do mundo web. Ok, talvez seja megalomania do Imperador. Isto, de qualquer forma, não importa, uma vez que quem manda aqui sou eu, vossa entidade augusta, e Karinassa, nossa entidade augusta.

Pois bem, Karinassa, mulher que melhor nos dá a definição de como será o Éden quando da nossa morte é, segundo a mesma, uma moça "popular, desprendida, antenada, moderna, inteligente, articulada, sedutora... é foderosa mesmo". Elevem ao quadrado meus caros. Já seu alter-ego, Karina, viveu algum tempo sobre as agruras de uma moça inteligente que ainda não foi notada por nossa sociedade mesquinha e vil. Mesmo assim é só baixar Karinassa e toda a mediocridade ao redor se esvai em segundos. Portanto, o dia em que nosso mundo for menos enfadonho, Karinassa será mais do que uma heroína, será a mulher do século XXVII. Sim, duvido que com Bush e Cia. o mundo consiga progredir até a data citada.

Eis então a referida entrevista:



 Escrito por O imperador às 15h25 [   ] [ envie esta mensagem ]




Continuação da entrevista....

O Imperador: Vamos logo de cara ao sensacionalismo, minha cara. Quais são suas orientações políticas, sexuais, astrológicas e religiosas?

Karinassa: Com relação a orientações políticas, sou anarquista, discípula de Bakhunin. Sexualmente, costumava ser pan-sexual. Atualmente pratico o celibato. Astrologicamente, sou filha de Ísis, mas, segundo critérios ocidentais, sou Canceriana, com ascendência Virginiana, e Lua posicionada em Leão, ou seja, uma pessoa insuportável. Não sou cristã, na medida em que não concebo a divindade de Jesus Cristo. Mas sou cristã, na medida em que respeito a idéia de amor fraterno e de perdão, idéias estas instituídas por ele (não há de se negar que Jesus de Nazaré foi uma figura histórica). Com relação a Deus, eu o sinto a todo tempo, até mesmo aqui, dando esta entrevista, nos momentos em que consigo bolar uma resposta mais legalzinha. Não relaciono Deus com o bem ou com o mal. Tampouco com pecado ou com bem-aventurança. Minhas atitudes são direcionadas para o que penso ser do lado bom da força, por um critério ético, e não religioso. Não acredito em pena aos pecadores, boa vida aos caridosos, ou em justiça divina no geral. Mas vejo, sinto, respiro, engulo e toco Deus em todos os momentos em que as coisas são inexplicáveis, mas que, no fundo, entendo o sentido das quais. Acima de tudo, respeito e defendo fervorosamente quaisquer crenças alheias, sejam em Deus, Jah, Javé, Jeová, Amon-Rá, Osíris, Alá, Tupã, Krishna e afins, bem como respeito e defendo fervorosamente a crença alheia de que nada disso exista. Sim, trato religião de maneira séria, e acho que nada pode ser mais pessoal. Ninguém pode dar palpite no Deus ou no não-deus de alguém. Quanto a estilo de vida, o meu é naturalista e sou praticante de nudismo.

OI: Qual seu relacionamento com Roberto Requião [doente mental e, nas horas vagas em face a inclusão social de tais "constipados", governador do Paraná, não necessariamente nesta ordem]?

K: Por motivos de segredo de justiça, em atenção à decisão do Excelentíssimo Juiz da 8ª Vara de Família de Curitiba, não devo comentar publicamente sobre a minha relação com Roberto Requião. Posso, contudo, emitir minha opinião sobre figura tão pontual no cenário político paranaense. Considero-o egocêntrico, impulsivo, megalomaníaco e intransigente. Doido de pedra, mesmo. Dar poderes a um homem desses é um perigo. Todavia, Roberto Requião sempre leva o meu voto.

OI: É verdade que você votou no larápio (assumindo a posição jornalística "Revista Veja - Imparcialidade jamis!") do Jaime Lerner?

K: Sim, votei a favor de sua execução capital, quando fui jurada no processo criminal nº 032.646.824.9657.236-95 que tramitou no Tribunal do Júri de Curitiba. Entretanto, fui voto vencido.

OI: Sua ida à Quatro Barras é proposital ao seu projeto de tornar-se tipicamente campesina?

K: Na verdade, tudo faz parte do mesmo plano. Tornar-me-ei uma fazendeira, criadora de flores de guardanapo de bar, segundo técnicas exaustivamente desenvolvidas pela diretoria Grandes Presenças (grupo no qual Karinassa e outros amigos reúnem-se para fotos "ousadas" no setor de vídeos eróticos das locadoras, entre outras "travessuras") em um passado boêmio. Exportarei as flores como buquê de noiva e farei a aquisição de mais terras, até que se possa caracterizar um latifúndio. Ali, fundarei a maior sociedade naturalista e alternativa do planeta, auto-sustentável pela produção de flores de guardanapo. Claro, será uma sociedade anárquica e praticante do nudismo.

OI: Foi você quem cortou o dedo do presidente Lula? (????)

K: Isso são boatos. Quem mandou ele meter a mão no meu torno, justamente naquela hora?

OI: É verdade que você destinou trezentos e vinte e sete votos para Jean, a biba do BBB?

K: Na verdade, formei um escritório quartel-general em Curitiba, com vinte e oito funcionários, todos graduados em análise de sistema e/ou informática, incumbidos de votar vinte e quatro horas por dias, pela Internet, na Juliana, e depois no Marcos, pela permanência de Jean no programa. Se isso restou em apenas trezentos e vinte sete votos, tenho que reformular minha equipe. (risos)

OI: Você não considera Kleiton e Kledir o nome de uma arma química de alto potencial?

K: Não! Esse é o nome de uma dupla de grandes talentos nacionais! Na verdade, estou processando a dupla de cantores por utilizarem a sigla KK, sigla esta que segue sobre minha patente. Nossos advogados, contudo, caminham para um acordo, desde que os cantores, em vez de KK, passem utilizar K&K. Sim, sei que não tenho mais o pulso firme de antes, mas, considero que Kleiton e Kleidir são os gênios que compuseram uma das maiores pérolas do cancioneiro nacional: Paixão. Cante comigo: (e Karinassa obriga o Imperador a acompanhá-la em segunda voz, o que ele faz magistralmente) "Amo sua voz e sua cor, e seu jeito de fazer amor, revirando os olhos e o tapete, suspirando em falsete coisas que eu nem sei contar. Ser feliz é tudo que se quer. Ah, esse maldito fecho-eclair! De repente a gente rasga a roupa e uma febre muito louca, faz o corpo delirar. Depois do terceiro ou quarto copo, tudo que vier eu topo, tudo que vier vem bem. Quando bebo perco o juízo, não me responsabilizo nem por mim, nem por ninguém. Ouoo, ouo......."

OI (reestabelecendo-se do trauma): Falemos novamente de política. Na sua opinião, Antonio Palocci é melhor assado ou cozido?

K: Sou vegetariana. Não engulo Palocci...

OI: Quando Fidel caiu, você também suspeitou tratar-se do fim do mundo?

K: Quanta ingenuidade! Tava na cara que tudo se tratava de mais um brilhante lampejo de marketing de Fidel, que queria atrair as atenções do mundo para si. Os marketeiros cubanos aventaram a necessidade de se transformar Fidel em uma entidade mais humana, frágil... quase um vovô cheio de autoridade, a quem se deve respeito. A queda de Fidel (que continua mais firme que nunca) é apenas uma continuação do projeto "Castrinho paz e amor".

OI: É verdade que você tornou-se abstêmia? Isso é decorrente de algum trauma? (jornalismo sensacionalista)

K: Sim, tornei-me abstêmia, anti-tabagista, vegetariana, anti-roedora de unhas e celibatária. Isso faz parte da minha nova meta: virar luz e ascender aos Céus.

OI: Fale mais para nós sobre o célebre tapa-sexo do Carnaval curitibano de 2004:

K: Aquele Tapa-sexo faz parte da coleção Versace verão 2004, constituído de palha de piaçava e pedrarias. Foi criado exclusivamente para o Carnaval, e costurado sobre meu corpo. Todavia, Curitiba é conhecida mundialmente como a Capital sem Carnaval do Brasil. E eu não poderia desperdiçar tal preciosidade. Achei ser adequado, portanto, desempenhar as minhas atividades do dia a dia com a veste, justamente no domingo precedente ao Carnaval.  Ao me ver em trajes ínfimos os homens que, como eu, freqüentavam a feira de arte e artesanato do Largo da Ordem, ficaram ensandecidos. Gritava, urravam, faziam gestos obcenos, uivavam... alguns rasgavam suas próprias vestes... não houve como eu me esquivar, e um dos rapazes conseguiu transpor a barreira de seguranças e rasgou a bela peça que me cobria. Na verdade, não passo de uma vítima das circunstâncias e de pessoas sem educação e traquejo social, que não sabem lidar com a presença de uma mulher em trajes um pouco mais exóticos.

OI (momento Marília Garibela, com bicão e tudo) Karinassa por Karinassa:

K: Gostaria de ser modesta, mas me faltam argumentos....Portanto, prefiro o silêncio.



 Escrito por O imperador às 15h24 [   ] [ envie esta mensagem ]




DE FRENTE COM KARINASSA

- E aí Karinassa? Como é que andam os gatinhos? (acho que são poucas as perguntas que odeio mais que essa, afinal, me parece óbvio que eu não me relacionaria com ninguém que pudesse ser definido como "um gatinho".)
- Ah, nenhuma novidade... o de sempre... sabe como é... trabalhando muito... mas eu noivei.
- (olhos arregalados) O quê???? Quando? Onde? Quem? Por quê?
- Calma! É brincadeirinha! Mas você acha que eu ia desperdiçar um jornalista paulistano de extrema-esquerda, mais novo que eu, e fã do Sidney Magal? Nem pensar!
- (muitas risadas depois) É... realmente... não dá pra desperdiçar!


O diálogo acima aconteceu mais de uma vez, no último mês. E, de fato, o contato com o Julio não poderia ser desperdiçado. Não pela excentricidade do seu perfil, mas pela reunião incontestável de virtudes infinitas em uma só pessoa.
Para a semana de hoje, a proposta do tema seria dele, que acabou por acatar uma sugestão minha. Uma entrevista recíproca.
Para não constranger o Júlio e forçá-lo a expor ao mundo suas intimidades (isso aqui é um site de família!), elaborei uma entrevista com seu alter-ego: O Imperador.
E posso atestar, agora, que O Imperador é tão exótico quanto Julio César.
Deve-se ressaltar que  o conteúdo desta entrevista é de responsabilidade exclusiva da porção XY do Fracassados uma ova!.

Karinassa: Posso tomar a liberdade de chamá-lo de Júlio? Ou Vossa Majestade não dispensa pronomes de tratamento?

Julio César: Vá em frente minha querida. Se quiser de despir para ficar mais à vontade, sem problemas...

K. Obrigada, sinto-me bem com roupas. Uma massagem nas costas iria bem, depois. Enfim... Qual são suas metas de conquistas imperiais? Todo o mundo tal qual o conhecemos (fazendo uma relação ao seu homônimo romano famoso)

JC. Depois de conquistar todo o mundo conhecido (inclusive Pirituba e Quatro Barras, no Paraná) pretendo avançar com minhas legiões rumo ao desconhecido, seja via oráculo, macumba, i-ching. Todos vão sucumbir ao nome de César.

K. E se houver a conquista... (olhar consternado do Imperador) ok, ok, e quando houver a conquista, será implementada uma ditadura de extrema-esquerda, conforme a ideologia mais tradicional, ou a tendência é que, para chegar ao poder, as ideologias tendam ao centro?

JC. Será um ditadura de culto ao César. Depois das experiências de Stálin, Hitler e FHC, notei que - seja à esquerda, direita ou centro, respectivamente - as ditaduras assim ditas não funcionam. Portanto o povo não será guiado simplesmente por uma retórica ou por uma via acadêmica. O povo será guiado por um ser augusto, belo e sagaz em sua essência, no caso, este que lhe responde.

K. Há indícios de que Osama Bin Laden estaria hospedado em Pirituba, no seu palácio imperial. Alguma declaração a respeito?

JC. Osama correu a minha pessoa há cerca de três meses. Disse-me que, durante algumas de suas reuniões com Bush Filho-e-mimado, este disse impropérios impronunciáveis (e olha que nem eram em árabe) sobre minha eterna pessoa. Veja só, a anta nortista (copyright by Nazaré Tedesco), burra tal qual uma porta, falando mal de mim! Aquilo lá calado é um poeta (copyright by Romário). Não deixei por menos e dei abrigo ao notório saudita, só de pirraça. Mas garanto que no meu império ele não tem vaga. De déspota já basta o sempiterno Imperador. O resto não manda nem nas suas próprias casas.

K. Júlio César, você afirma que a religião é o ópio do povo? Tem alguma crença sobrenatural?

JC A religião, ao meu ver, é a cachaça Pitú do povo. É barata, dá um alívio, mas depois é só dor de cabeça. Veja o caso daquele moço da Galiléia, o tal de Jesus. Se disse filho do tal Deus e blá blá blá. Tudo bem, eu fiz a prima nocter da mãe dele. Mas usei camisinha e garanto que filho meu ele não é, portanto a tese dele é infundada. Morreu depois falando do Pai. Era Pai para lá, Pai para cá. Ou seja, uma bela dose de Pitú. E a ressaca depois, é óbvio. Crença sobrenatural não tenho nenhuma. Depois do Ghost vi o tamanho da babaquice que é o mundo de lá...

K. A que atribui esse seu sucesso com as mulheres? O rótulo de galã o incomoda?

JC. Como é notório, a beleza latina encanta mulheres do mundo inteiro, bem como minha autoridade e minha sapiência. Mas o grande segredo é a cama Imperatus Size do palácio em Roma. Aquilo derruba de orgasmos até a Margareth Tatchter.

K. A dependência alcoólica ajuda ou atrapalha a sua verve criativa?

JC. Deveras. Eu costumo acreditar que sou tão magnânimo que consigo invadir a China com trinta e sete doses de Cuervo sem desembainhar minha espada. Escrever então torna-se mais fácil ainda. Meu pior vício é a megalomania. O resto eu tiro de letra.

K. Quais são os seus segredos de beleza?

JC. Cleópatra havia indicado o célebre "banho de espermas". achei pouco ortodoxo e recorri aos célebres poderes do mago Avon e seu ajudante gaulês, o Botox.

K. Fontes atribuem sua rixa com Francisco Buarque de Holanda a uma disputa de sinuca, no passado, que terminou com juras de morte de ambas as partes. Confirma?

JC. Ele e o Gárcia Marquez eram péssimos praticantes da sinuca. Um dia, num ato de condescendia, deixei que os dois ganhassem a partida contra minha pessoa. Foi motivo para que eles alardeassem através de suas literaturas enfadonhas que o Imperador era mero aprendiz na sinuca. Mandei-os às galês, e depois pedi que os despejassem nos recôncavos mais infeliz do mundo. Por isso hoje o Brasil e a Colômbia, respectivamente, são seus lares.

K. Outros boatos afirmam que você seria Jordi, o garoto prodígio gaulês que, cansado da fama e viciado em drogas, fraudou documentos pessoais e recolheu-se a um paraíso tropical para tratar a dependência. O que tem a dizer sobre o assunto?

JC. Tenho a Jordi como um filho, mas o mesmo algumas vezes dá suas escapadas típicas da adolescência. Certa vez, em visita ao Brasil, o garoto começou a se enturmar com um tal de Rafael Ilha, e enveredou-se para o mundo dos degustadores de pilhas alcalinas. Foi o bastante para que eu lhe tirasse o poder de mandatário da Gália e o mandasse ao Brasil, junto com o Chico, para tratamento que, ao menos por enquanto, vem surtindo efeito, pois o rapaz já parou de cantar.

K. Como conseguiu ficar longe da criminalidade, mesmo torcendo para o Corinthians? Você vem de uma infância corintiana marginal?

JC. (alterado e sem controle) Guardas! Mais uma palavra desta infame contra o Todo Poderoso e a mesma irá para as galés. No mínimo deve ser torcedora daquele timeco paranaense que carrega Atlético no nome.

K. Agora que é mundialmente famoso e reconhecido nas ruas, tendo em vista o Fracassados uma ova!, as aparições televisivas e as negociações no Iraque, gostaria de deixar uma mensagem para os jovens?

JC. Nunca arrisquem-se a prestar vestibular na Universidade São Judas, esqueçam o jornalismo e pratiquem, diariamente, a arte da sinuca, bem como os prazeres da bebida. Vocês serão felizes, alienados e agradecerão ao Imperador eternamente.

K. O Imperador por O Imperador:

JC. Um homem simples, justo, modesto, lindo, sempiterno, augusto, magnífico, ponderado, dotado de uma inteligência absurdamente sagaz, grande articulista, célebre estrategista e exímio escritor. No mais não gosto muito de falar de mim por conta da minha imensa humildade.



 Escrito por Karinassa às 18h57 [   ] [ envie esta mensagem ]


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