Uma lista para 2005
Filho de Imperador só poderia nascer em Dia de Reis...
Taí, esse é o meu filho mais novo. O primeiro com pai conhecido. E dessa vez, eu não bobeei: escolhi, logo, um pai da realeza!
Compartilhar um blog-filho com sua Majestade, Júlio Cesar, só posso me sentir a própria Cleópatra, conforme me confirmou uma cartomante que viu minhas vidas passadas certa vez. Sim, eu era a reencarnação da Rainha de Constantinopla, segundo o laudo da confiável vidente.
Como bom e nobre cavalheiro, o nosso Imperador deixou comigo a tarefa de propor o nosso primeiro tema. Acho que era dia 30/12/2004, estávamos no afã da virada de ano, e o meu sócio neste empreendimento tinha acabado de me revelar, via Messenger, da sua tara sexual por listinhas.
Assim, propus o tema acima.
Claro, quase me arrependi. Pensei em cair no clichê de fazer uma lista com as esperanças pessoais para 2005.
Todavia, surrupio sem o prévio consentimento, a idéia de um dos meus amigos massa-cinzenta-pensante: o Sr. Lubachevski. Ao refletir (através de ótimo texto) sobre a cor das suas vestes na virada de ano, suas palavras foram:
“(...)segundo os especializados em superstições cretinas, o verde simboliza esperança, de maneira que não me parece ser uma boa passar a virada de verde. De esperar, já não dá mais, além do que, quem espera sempre cansa.”
Assim, para não fugir do tema proposto por mim mesma, vou fazer uma listinha com os motivos pelos quais penso que o ano já está começando bem:
1.Comecei o ano empregada (o que não era um fato no ano passado);
2.Tirando algumas dívidas com meu pai, minhas finanças estão equilibradas;
3.O primeiro livro que li em 2005 foi de um autor-descoberta-curitibana (graças à recomendação do Nemesis - Ponto-Cego). “Uma noite em Curitiba”: excelente e muito sensível obra do meu conterrâneo Cristóvão Tezza.
4.O primeiro filme do ano será o mais novo do Jorge Furtado, considerado pela crítica karinassistica especializada, o ícone cinematográfico nacional. (embora eu não me perdoe por não ter desfrutado de “Meu tio matou um cara” já na estréia);
5.Não gasto mais meu dinheirinho suado com aquele nojo de Malrboro Light (ou similares), o que ainda ocorria no ano passado;
6.Livro-me, aos poucos, daquela escravidão que é meu escritório de advocacia. Cada substabelecimento parece uma carta de alforria... E viva o proletariado!
7.Se somarmos os algarismos de 2005, dá sete, meu número da sorte! (assim, vou parar por aqui)
Ou seja, esse ano tem tudo para ser ótimo!
OK, talvez eu tivesse não sete, mas um múltiplo de sete motivos para achar que esse ano não vai dar em boa coisa. Mas... sejamos um pouco Poliana.
Update de 10/01/2005: Conforme o previsto, assisti ao "Meu tio matou um cara". Clique para maiores considerações.
Escrito por Karinassa às 16h25
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