Fracassados uma ova!


Direito de Resposta da Karinassa

 

 

Já que eu tenho as prerrogativas inerentes à senha desta poçilg... deste nobre espaço, reservo-me ao direito de oferecer uma réplica do texto do meu amado e querido Júlio César.

 

Vale esclarecer que a tentação vil de apagar o texto medonho dele foi grande, mas como a liberdade de expressão é um dos princípio maiores da sociedade, e em respeito ao texto do nosso Imperador, apesar do estilo altamente Diogo-Mainardi-no-dia-logo-após-a-respectiva-mulher-ter-dormido-de-jeans, acho que o melhor caminho é este mesmo: o Direito de Resposta.

 

A priori, não posso deixar de registrar meu profundo descontentamento, uma vez que fiz um texto cheio de reverência ao ícone cultural maior deste pais (conforme se depreenderá adiante), e, principalmente, CHEIO DE LINKS, que deram uma trabalheira do caramba (pra não dizer nome mais chulo), texto este que... causou tão pouco impacto.

 

O negócio é a polêmica, o sensacionalismo! É mexer com as paixões alheias! Sim, estou enciumada! De outro lado, acho legal ver o circo pegando fogo por aqui, o que eu não seria muito capaz de promover e, por isso, agradeço ao Imperador, ainda que se utilize levianamente o bom nome do grande, maravilhoso, sobre-humano, irretocável, joinha, supimpa, Chico Buarque de Holanda.

 

Sim, causou-me grande sofrer o nome Chico Buarque de Holanda no mesmo parágrafo em que consta Getúlio e Brizola. Isso porque Chico Buarque de Holanda nunca foi político. Mal e mal manifestava suas idéias políticas, especificamente no que concerne à liberdade de expressão (algo do qual nosso nobre Júlio César muito se beneficia, por sinal). Não penso que seja um mérito para qualquer pessoa o fato de ter sido perseguido durante a ditadura militar. Muito pelo contrário! É apenas a memória de um passado vergonhoso do qual convém sempre relembrar, para não repetir.

 

(por sinal, a referência aos olhos “ardósia” que fiz é retirada do retrato policial do jovem Francisco Buarque de Holanda, imagem esta constante no encarte do disco “Para Todos”)

 

Mas Chico Buarque nunca foi mártir pela perseguição política, pelo exílio. Foi vítima da mão cerrada da Ditadura e do controle da expressão popular, e o mesmo vale aos mencionados Zé Dirceu, Palocci, Nelson Ned, etc.

 

Nunca desvinculei o papel cultural do Chico Buarque e somente esse (ou seja, nunca o vinculei a um papel político). E o papel cultural, a ele atribuído, também não é o de “cantor sex-simbol”. Ok, Francisco é um sessentão que dá um belo dum caldo (já que adentramos ao assunto), e sempre foi formoso, mas nunca fez o tipo galã. Tampouco fez o tipo de... cantor. As músicas do Chico Buarque, em sua esmagadora maioria, foram feitas para a integração da trilha sonora de peças de teatro, musicais e filmes. E é assim até hoje. (referências a “A ostra e o vento” e “Cambaio”).

 

Hoje se fala que o Chico “perdeu a mão”. Na verdade, quem perdeu a mão foi a cultura nacional como um todo, cultura esta responsável por dar ensejo às obras do Chico, afinal, ele compõe para fomentar musicais, filmes, etc. Chico Buarque, que nunca foi cantor, tem, sim, péssima voz e entonação sofrível. Mas o que nos faz consumir as músicas cantadas pelo Chico nunca foi a sua voz.

 

Conforme eu disse em texto anterior, o Chico Buarque provoca identificação. Acha soluções poéticas simples e geniais. Brinca com palavras, com fonemas e semânticas. (não é à toa que fervilham textos do Chico Buarque pelos vestibulares do Brasil). Traduz os instintos mais encruados de homens e mulheres. Traduz a vida marginal. Traduz a solidão. Traduz o tesão. E, assim, vamos nos identificando, e nos apaixonando. Pessoalmente, nunca senti inveja da Marieta, nunca quis ser amiga do Chico, sequer quis conversar com ele. O Chico Buarque me desperta a vontade de chorar, gritar, na falta de qualquer outra reação tão intensa.

 

Há coisas que, de tão lindas nos fazem perder o controle, e é assim que me brotam as lágrimas diante das músicas do Chico.

 

Quanto ao Chico escritor, primeiro, há de se saber ler a obra dele. Budapeste, o livro mencionado pelo Júlio, foi uma tentativa do Chico Buarque de fazer o mesmo que ele faz com as músicas: esculpir as situações. O livro é quase uma meta-leitura, em que o leitor coloca-se no papel do protagonista - José Carlos – na leitura de um livro que foi, na verdade, escrito por um terceiro. Este último, ao final, assume o papel de antagonista. A narração em primeira pessoa não foi uma opção, foi uma necessidade para se contar a história de acordo com o projeto.

 

Na verdade, com Budapeste, o Chico não fez literatura. Fez filosofia. (ao menos assim me pareceu).

 

Todavia, é covarde a comparação do Chico Buarque – o escritor regular, com Chico Buarque – o gênio.



 Escrito por Karinassa às 13h55 [   ] [ envie esta mensagem ]




Chico "Sambinha" Buarque

Com o título de país mais absurdo do mundo o Brasil, obviamente, idolatra as pessoas mais absurdas do mundo. Getúlio é o pai dos pobres até hoje. Brizola é símbolo trabalhista. E Chico Buarque é cantor e sex-simbol.
Beira a loucura a forma como este péssimo escritor, cantor medonho e letrista tacanho é tratado de forma áulica.
Incensado pelos tupiniquins como gênio musical, Chico tem uma voz sofrível. Falta ânimo e entonação à ele. E não é preciso ser músico, caso deste que vos escreve, para notar isso.
 
Para o título de lestrista, então, Chico chega a ser risível. Afinal de contas Geraldo Vandré com "Para não dizer que não falei de flores" dá uma surra homérica no moço dos olhos de ardósia. Ah, os olhos de Chico Buarque. Por trás deles esconde-se um homem sem imaginação que usa e abusa do tacanhismo para angariar as multidões.
 
A literatura (sic) de Chico beira a imbecilidade. Senti desprazer de ler apenas um livro em toda minha saga literária, acostumada a Shakespeare, Machado de Assis, Verissímo pai e filho, Lampeduza et caterva. E o nome desse livro insípido e inodoro é "Budapeste" obra vendida como clássico, de autoria do Chico "Sambinha". Ruim de narrativa e sem imaginação, nao merece o status de peso de papel. Até a contracapa, com letras invertidas para serem lidas no vetor correto defronte ao espelho, é clichê de clichê.
 
Como se ainda não bastasse, o nobilíssimo Chico auto-intitula-se gênio do futebol. Dono da bola do Politheama, apita, chuta e defende, uma vez que o time, e os adversários, são um conchavo de leais súditos à serviço da célebre Majestade. Em tempo, vale ressaltar que vossa realeza torce para o Fluminense. Como alguém que se intitula sabedor do esporte bretão não torce para o glorioso Corinthians?
 
A aversão de Chico à ditadura militar de nada serve como atenuante. Palocci, FFHH e Josef Serra chegaram a lutar contra os milicos, só para dar-lhes mero exemplo.
 
Por fim, ele ainda teve a cara de pau de usar o pseudônimo "Julinho", ofendendo todos aqueles que carregam o nome. É tão pusilâmine e tacanho quanto sua literatura, letra e voz.


 Escrito por O imperador às 09h58 [   ] [ envie esta mensagem ]




Olha aí, é o meu guri

Escrever sobre Chico Buarque me é algo imensamente difícil. Isso porque ele atinge tantas pessoas, e de tal maneira, que quase tudo que se tem para dizer dele virou clichê.

 

“O maior letrista do território nacional”? Grandes novidades...

“Chico Buarque entende a alma feminina”? Chego a ficar enjoada com a repetição desse comentário...

“Papel cultural relevante, na época da ditadura militar”? Quem é que não sabe disso?

 

Como todo bom clichê, tudo isso é bem verdade.

 

Até se dizer que é fã do moçoilo é um clichê (e, cá entre nós, atribuo a isso o fato de Sua Majestade, o Imperador, declarar ódio mortal ao moço dos olhos ardósia. É só pra ser do contra!).

 

Levando para o lado pessoal, posso testemunhar que cada um dos meus momentos tem uma trilha sonora do Chico Buarque. Quando estou cansada do trabalho, com vontade de chutar tudo pro alto e responder à altura aquele colega maldito, "penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão". Quando boto minhas cachorras para dormir, é Acalanto para Helena que canto (eu sei, é ridículo, ainda mais pelo fato de que nenhuma delas se chama Helena). Quando a tristeza e a pobreza alheia me comovem, "eu que não creio, peço a Deus" pela gente brasileira...

 

E o que falar do coração? Todos, absolutamente TODOS os meus bem e mal-sucedidos romances levaram o Chico Buarque consigo, em cada momento (praticamente um triângulo). Do começo eufórico , passando pela dor do rompimento até o conformismo com o fim. Mesmo o reencontro é tema de música do Chico!

 

E não sou só eu! Quem é que nunca chamou, mentalmente, uma das moças do meretrício pelo nome de Geni, em solidaridade com o seu estar marginal?

 

Mas o que mais me impressiona sobre Chico Buarque de Holanda é a capacidade que ele tem de esculpir com palavras e música. Escultor de palavras! É isso que ele é! Quem mais conseguiria mudar as posições das palavras de tal maneira, que a música ganhe cada vez mais intensidade e agressividade, como em Construção?

Quem mais conseguiria compor uma música usando palavras francesas, e fazer a música ter sentido em português, como em Joana Francesa ?

Quem mais conseguiria repetir uma música inúmeras vezes, sempre no mesmo tom, para dar ênfase ao tema - rotina- como em Cotidiano.

 

Enfim, é coisa de gênio, mesmo. Acho que o Chico Buarque é a única pessoa na face da Terra cuja presença me colocaria histérica. Definitivamente não é uma pessoa como qualquer outra.

 

Eu tive a sorte de crescer num lar que venera Chico Buarque, e posso dizer que o fanatismo vem da infância. Mas, cada vez que escuto, percebo uma sutileza nova, uma palavra proposital, um jogo de palavras que ninguém mais faria.

 

A única coisa que me incomoda no Chico Buarque são os fãs dele. Não me agradam as elitezinhas culturais, que não são capazes de constatar o evidente e gritante caráter naturalista, povão e botequeiro do Chico. Quer ser elite cultural? Vá escutar Mozart!

 

Ah! Quer o link da referência do título?

O meu guri



 Escrito por Karinassa às 16h26 [   ] [ envie esta mensagem ]




Olha o Imperador aí gente!!!!!!

Desde caralhadas ancestrais.
Quando o homem ascendeu à esperança
E as moças ainda vestais
Cobriram a terra de bonança

E a vida maculada pelo homem
Fez surgir no horizonte Mauricio de Nassau
Vindo da Europa tempos outrem
Para alegrar o Carnaval

Olha o breeeeeeeeque...

Pois é, nobres e carnavalescos (perdoem-me) leitores. Mais uma vez o espírito das cuícas e dos surdos invade os corações tupiniquins. A pátria de chuteiras desce dos cravos para rebolar as ancas nas avenidas, ruas, vielas e qualquer porra com mais de um metro. Eu não preciso nem esclarecer que não suporto o Carnaval. É óbvio, visto que não gosto de coisas melhores como o Fogo Morto de José Lins do Rego, o Chico e por aí vai.

Mas afinal de contas, por quê este ódio à festa cortesã de Momo? Afinal de contas, tem tudo que um ser humano em suas faculdades normais gosta: mulher pelada, cerveja e putanhismo. Ok, tudo isso embalado por uma péssima trilha sonora, mas de qualquer forma, tem mulher pelada, [mode Vanderley Luxemburgo on] porra! [mode Vanderley Luxemburgo off].

Acontece que há um certo problema na efeméride cortesã. São mulheres intocáveis a cinqüenta metros de altura do chão. Ritmos frenéticos sem nenhum senso lógico. A cerveja mais cara da face da Terra (creio que um jogo pela Copa em Gelsekirchen cobrará mais barato, mesmo cotado em euros). Ou seja, para nós, o proletariado da corte de Momo, resta cachaça e a ala das baianas.

Tudo bem, você pode pensar que estou dando uma de Hugo Chávez, criticando a “mão peluda e monstruosa do Imperialismo Carnavalesco”. Mas de qualquer forma, não dá para agüentar, além da péssima música, Cléber Machado, Glória Maria, Kubrusly, Ivo Meirelles, Leci Brandão, et caterva. Em suma, o Carnaval é sempre uma grande merda, e em nada é a expressão do brasileiro, bem como outros chavões que os sociólogos adoram enumerar para nos destacar do resto do mundo.

E para piorar a data festiva meus sobrinhos, carnavalescos natos, quebraram o aparelho de DVD. Quis comer as benditas das crianças. Melhor explicar: diferente do Michael Jackson comeria os infantes ao molho bolonhesa. Afinal, essa história de que comunista come criancinha é invenção do SNI e dos Estados Unidos. Muito axé para vocês, nobres leitores.

PS: o samba enredo (sic) acima é obra Imperial. No ano que vem, ou nos próximos, vou ganhar dinheiro com isso, sem dúvida.



 Escrito por O imperador às 13h20 [   ] [ envie esta mensagem ]




teleco-teco, zirigidum, balaco-baco, ziriguidum, esquindô, teleco-tec...

Pois como devem ter percebido, o Fracassados uma ova! entrou em recesso de Carnaval. E, mais uma vez o Carnaval é utilizado como desculpa, por uma brasileira, ainda que esta tenha passado o feriado na sossegada e deserta Curitiba Carnavalesca, lendo, atualizando o cinema e pirat... customizando cds.

 

O que mais me incomoda no Carnaval é isso. A data marcada para a liberação. A idéia de que se pode fazer tudo que é reprimido durante o resto do ano. E nada pior e mais revoltante que a idéia de que o ano só começa a funcionar depois da quarta-feira de cinzas.

 

Na verdade, para mim, o Carnaval só teve um pouco de graça, durante a infância, em que sacrificava um pouco mais os meus pais e os fazia levar nos bailinhos infantis. Claro, sempre havia uma fantasia previamente adquirida nas Lojas Americanas. Parecia-me inadmissível o Carnaval sem fantasias, afinal, era o mais legal, uma vez que, chegando nos bailinhos ficava postada na cadeira tomando refrigerante.

 

Acho que percebi a adolescência chegando quando parei de querer me fantasiar no carnaval. Sim, eu tive a fase revoltante em que tudo que eu mais desejava em fevereiro era um trio-elétrico cheio de axé. Sim, já tentei dançar em cima da garrafa (não acredito que estou revelando!). Ainda bem que, como boa curitibana da gema, tenho o malemolejo de uma pedra de rio.

 

Hoje não consigo me imaginar atrás de um trio-elétrico e, há alguns anos, carnaval é sinônimo de descanso... e desculpa para pegar um cineminha no meio da tarde, para não atualizar os sites...

 

Pena que continua acabando na quarta-feira...

 

 

Por sinal, acho que o melhor do carnaval, ainda são as músicas bonitas feitas em sua homenagem. O quê? Axé? Tais brincando....

 

"Tristeza não tem fim. Felicidade, sim.

A felicidade do pobre parece a grande ilusão do Carnaval.

A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho pra fazer a fantasia de rei ou de pirata ou jardineira, e tudo se acabar na Quarta-Feira...”

 

(Felicidade, Tom Jobim)



 Escrito por Karinassa às 10h03 [   ] [ envie esta mensagem ]




"Gostaria de ser modesta, mas me faltam argumentos"

Como todos sabem, a maioria dos internautas sofrem de dupla personalidade. Sempre há aquele rapaz albino de sardas e uma pinta do tamanho do Aconcágua diz-se mais belo "que a covinha da bochecha da Monica Belluci". A metáfora lulista serve atestar a bela, astuta, sagaz e homérica entrevista de Karinassa para o Imperador, uma vez que estes dois são os mais notórios loucos de pedra do mundo web. Ok, talvez seja megalomania do Imperador. Isto, de qualquer forma, não importa, uma vez que quem manda aqui sou eu, vossa entidade augusta, e Karinassa, nossa entidade augusta.

Pois bem, Karinassa, mulher que melhor nos dá a definição de como será o Éden quando da nossa morte é, segundo a mesma, uma moça "popular, desprendida, antenada, moderna, inteligente, articulada, sedutora... é foderosa mesmo". Elevem ao quadrado meus caros. Já seu alter-ego, Karina, viveu algum tempo sobre as agruras de uma moça inteligente que ainda não foi notada por nossa sociedade mesquinha e vil. Mesmo assim é só baixar Karinassa e toda a mediocridade ao redor se esvai em segundos. Portanto, o dia em que nosso mundo for menos enfadonho, Karinassa será mais do que uma heroína, será a mulher do século XXVII. Sim, duvido que com Bush e Cia. o mundo consiga progredir até a data citada.

Eis então a referida entrevista:



 Escrito por O imperador às 15h25 [   ] [ envie esta mensagem ]




Continuação da entrevista....

O Imperador: Vamos logo de cara ao sensacionalismo, minha cara. Quais são suas orientações políticas, sexuais, astrológicas e religiosas?

Karinassa: Com relação a orientações políticas, sou anarquista, discípula de Bakhunin. Sexualmente, costumava ser pan-sexual. Atualmente pratico o celibato. Astrologicamente, sou filha de Ísis, mas, segundo critérios ocidentais, sou Canceriana, com ascendência Virginiana, e Lua posicionada em Leão, ou seja, uma pessoa insuportável. Não sou cristã, na medida em que não concebo a divindade de Jesus Cristo. Mas sou cristã, na medida em que respeito a idéia de amor fraterno e de perdão, idéias estas instituídas por ele (não há de se negar que Jesus de Nazaré foi uma figura histórica). Com relação a Deus, eu o sinto a todo tempo, até mesmo aqui, dando esta entrevista, nos momentos em que consigo bolar uma resposta mais legalzinha. Não relaciono Deus com o bem ou com o mal. Tampouco com pecado ou com bem-aventurança. Minhas atitudes são direcionadas para o que penso ser do lado bom da força, por um critério ético, e não religioso. Não acredito em pena aos pecadores, boa vida aos caridosos, ou em justiça divina no geral. Mas vejo, sinto, respiro, engulo e toco Deus em todos os momentos em que as coisas são inexplicáveis, mas que, no fundo, entendo o sentido das quais. Acima de tudo, respeito e defendo fervorosamente quaisquer crenças alheias, sejam em Deus, Jah, Javé, Jeová, Amon-Rá, Osíris, Alá, Tupã, Krishna e afins, bem como respeito e defendo fervorosamente a crença alheia de que nada disso exista. Sim, trato religião de maneira séria, e acho que nada pode ser mais pessoal. Ninguém pode dar palpite no Deus ou no não-deus de alguém. Quanto a estilo de vida, o meu é naturalista e sou praticante de nudismo.

OI: Qual seu relacionamento com Roberto Requião [doente mental e, nas horas vagas em face a inclusão social de tais "constipados", governador do Paraná, não necessariamente nesta ordem]?

K: Por motivos de segredo de justiça, em atenção à decisão do Excelentíssimo Juiz da 8ª Vara de Família de Curitiba, não devo comentar publicamente sobre a minha relação com Roberto Requião. Posso, contudo, emitir minha opinião sobre figura tão pontual no cenário político paranaense. Considero-o egocêntrico, impulsivo, megalomaníaco e intransigente. Doido de pedra, mesmo. Dar poderes a um homem desses é um perigo. Todavia, Roberto Requião sempre leva o meu voto.

OI: É verdade que você votou no larápio (assumindo a posição jornalística "Revista Veja - Imparcialidade jamis!") do Jaime Lerner?

K: Sim, votei a favor de sua execução capital, quando fui jurada no processo criminal nº 032.646.824.9657.236-95 que tramitou no Tribunal do Júri de Curitiba. Entretanto, fui voto vencido.

OI: Sua ida à Quatro Barras é proposital ao seu projeto de tornar-se tipicamente campesina?

K: Na verdade, tudo faz parte do mesmo plano. Tornar-me-ei uma fazendeira, criadora de flores de guardanapo de bar, segundo técnicas exaustivamente desenvolvidas pela diretoria Grandes Presenças (grupo no qual Karinassa e outros amigos reúnem-se para fotos "ousadas" no setor de vídeos eróticos das locadoras, entre outras "travessuras") em um passado boêmio. Exportarei as flores como buquê de noiva e farei a aquisição de mais terras, até que se possa caracterizar um latifúndio. Ali, fundarei a maior sociedade naturalista e alternativa do planeta, auto-sustentável pela produção de flores de guardanapo. Claro, será uma sociedade anárquica e praticante do nudismo.

OI: Foi você quem cortou o dedo do presidente Lula? (????)

K: Isso são boatos. Quem mandou ele meter a mão no meu torno, justamente naquela hora?

OI: É verdade que você destinou trezentos e vinte e sete votos para Jean, a biba do BBB?

K: Na verdade, formei um escritório quartel-general em Curitiba, com vinte e oito funcionários, todos graduados em análise de sistema e/ou informática, incumbidos de votar vinte e quatro horas por dias, pela Internet, na Juliana, e depois no Marcos, pela permanência de Jean no programa. Se isso restou em apenas trezentos e vinte sete votos, tenho que reformular minha equipe. (risos)

OI: Você não considera Kleiton e Kledir o nome de uma arma química de alto potencial?

K: Não! Esse é o nome de uma dupla de grandes talentos nacionais! Na verdade, estou processando a dupla de cantores por utilizarem a sigla KK, sigla esta que segue sobre minha patente. Nossos advogados, contudo, caminham para um acordo, desde que os cantores, em vez de KK, passem utilizar K&K. Sim, sei que não tenho mais o pulso firme de antes, mas, considero que Kleiton e Kleidir são os gênios que compuseram uma das maiores pérolas do cancioneiro nacional: Paixão. Cante comigo: (e Karinassa obriga o Imperador a acompanhá-la em segunda voz, o que ele faz magistralmente) "Amo sua voz e sua cor, e seu jeito de fazer amor, revirando os olhos e o tapete, suspirando em falsete coisas que eu nem sei contar. Ser feliz é tudo que se quer. Ah, esse maldito fecho-eclair! De repente a gente rasga a roupa e uma febre muito louca, faz o corpo delirar. Depois do terceiro ou quarto copo, tudo que vier eu topo, tudo que vier vem bem. Quando bebo perco o juízo, não me responsabilizo nem por mim, nem por ninguém. Ouoo, ouo......."

OI (reestabelecendo-se do trauma): Falemos novamente de política. Na sua opinião, Antonio Palocci é melhor assado ou cozido?

K: Sou vegetariana. Não engulo Palocci...

OI: Quando Fidel caiu, você também suspeitou tratar-se do fim do mundo?

K: Quanta ingenuidade! Tava na cara que tudo se tratava de mais um brilhante lampejo de marketing de Fidel, que queria atrair as atenções do mundo para si. Os marketeiros cubanos aventaram a necessidade de se transformar Fidel em uma entidade mais humana, frágil... quase um vovô cheio de autoridade, a quem se deve respeito. A queda de Fidel (que continua mais firme que nunca) é apenas uma continuação do projeto "Castrinho paz e amor".

OI: É verdade que você tornou-se abstêmia? Isso é decorrente de algum trauma? (jornalismo sensacionalista)

K: Sim, tornei-me abstêmia, anti-tabagista, vegetariana, anti-roedora de unhas e celibatária. Isso faz parte da minha nova meta: virar luz e ascender aos Céus.

OI: Fale mais para nós sobre o célebre tapa-sexo do Carnaval curitibano de 2004:

K: Aquele Tapa-sexo faz parte da coleção Versace verão 2004, constituído de palha de piaçava e pedrarias. Foi criado exclusivamente para o Carnaval, e costurado sobre meu corpo. Todavia, Curitiba é conhecida mundialmente como a Capital sem Carnaval do Brasil. E eu não poderia desperdiçar tal preciosidade. Achei ser adequado, portanto, desempenhar as minhas atividades do dia a dia com a veste, justamente no domingo precedente ao Carnaval.  Ao me ver em trajes ínfimos os homens que, como eu, freqüentavam a feira de arte e artesanato do Largo da Ordem, ficaram ensandecidos. Gritava, urravam, faziam gestos obcenos, uivavam... alguns rasgavam suas próprias vestes... não houve como eu me esquivar, e um dos rapazes conseguiu transpor a barreira de seguranças e rasgou a bela peça que me cobria. Na verdade, não passo de uma vítima das circunstâncias e de pessoas sem educação e traquejo social, que não sabem lidar com a presença de uma mulher em trajes um pouco mais exóticos.

OI (momento Marília Garibela, com bicão e tudo) Karinassa por Karinassa:

K: Gostaria de ser modesta, mas me faltam argumentos....Portanto, prefiro o silêncio.



 Escrito por O imperador às 15h24 [   ] [ envie esta mensagem ]




DE FRENTE COM KARINASSA

- E aí Karinassa? Como é que andam os gatinhos? (acho que são poucas as perguntas que odeio mais que essa, afinal, me parece óbvio que eu não me relacionaria com ninguém que pudesse ser definido como "um gatinho".)
- Ah, nenhuma novidade... o de sempre... sabe como é... trabalhando muito... mas eu noivei.
- (olhos arregalados) O quê???? Quando? Onde? Quem? Por quê?
- Calma! É brincadeirinha! Mas você acha que eu ia desperdiçar um jornalista paulistano de extrema-esquerda, mais novo que eu, e fã do Sidney Magal? Nem pensar!
- (muitas risadas depois) É... realmente... não dá pra desperdiçar!


O diálogo acima aconteceu mais de uma vez, no último mês. E, de fato, o contato com o Julio não poderia ser desperdiçado. Não pela excentricidade do seu perfil, mas pela reunião incontestável de virtudes infinitas em uma só pessoa.
Para a semana de hoje, a proposta do tema seria dele, que acabou por acatar uma sugestão minha. Uma entrevista recíproca.
Para não constranger o Júlio e forçá-lo a expor ao mundo suas intimidades (isso aqui é um site de família!), elaborei uma entrevista com seu alter-ego: O Imperador.
E posso atestar, agora, que O Imperador é tão exótico quanto Julio César.
Deve-se ressaltar que  o conteúdo desta entrevista é de responsabilidade exclusiva da porção XY do Fracassados uma ova!.

Karinassa: Posso tomar a liberdade de chamá-lo de Júlio? Ou Vossa Majestade não dispensa pronomes de tratamento?

Julio César: Vá em frente minha querida. Se quiser de despir para ficar mais à vontade, sem problemas...

K. Obrigada, sinto-me bem com roupas. Uma massagem nas costas iria bem, depois. Enfim... Qual são suas metas de conquistas imperiais? Todo o mundo tal qual o conhecemos (fazendo uma relação ao seu homônimo romano famoso)

JC. Depois de conquistar todo o mundo conhecido (inclusive Pirituba e Quatro Barras, no Paraná) pretendo avançar com minhas legiões rumo ao desconhecido, seja via oráculo, macumba, i-ching. Todos vão sucumbir ao nome de César.

K. E se houver a conquista... (olhar consternado do Imperador) ok, ok, e quando houver a conquista, será implementada uma ditadura de extrema-esquerda, conforme a ideologia mais tradicional, ou a tendência é que, para chegar ao poder, as ideologias tendam ao centro?

JC. Será um ditadura de culto ao César. Depois das experiências de Stálin, Hitler e FHC, notei que - seja à esquerda, direita ou centro, respectivamente - as ditaduras assim ditas não funcionam. Portanto o povo não será guiado simplesmente por uma retórica ou por uma via acadêmica. O povo será guiado por um ser augusto, belo e sagaz em sua essência, no caso, este que lhe responde.

K. Há indícios de que Osama Bin Laden estaria hospedado em Pirituba, no seu palácio imperial. Alguma declaração a respeito?

JC. Osama correu a minha pessoa há cerca de três meses. Disse-me que, durante algumas de suas reuniões com Bush Filho-e-mimado, este disse impropérios impronunciáveis (e olha que nem eram em árabe) sobre minha eterna pessoa. Veja só, a anta nortista (copyright by Nazaré Tedesco), burra tal qual uma porta, falando mal de mim! Aquilo lá calado é um poeta (copyright by Romário). Não deixei por menos e dei abrigo ao notório saudita, só de pirraça. Mas garanto que no meu império ele não tem vaga. De déspota já basta o sempiterno Imperador. O resto não manda nem nas suas próprias casas.

K. Júlio César, você afirma que a religião é o ópio do povo? Tem alguma crença sobrenatural?

JC A religião, ao meu ver, é a cachaça Pitú do povo. É barata, dá um alívio, mas depois é só dor de cabeça. Veja o caso daquele moço da Galiléia, o tal de Jesus. Se disse filho do tal Deus e blá blá blá. Tudo bem, eu fiz a prima nocter da mãe dele. Mas usei camisinha e garanto que filho meu ele não é, portanto a tese dele é infundada. Morreu depois falando do Pai. Era Pai para lá, Pai para cá. Ou seja, uma bela dose de Pitú. E a ressaca depois, é óbvio. Crença sobrenatural não tenho nenhuma. Depois do Ghost vi o tamanho da babaquice que é o mundo de lá...

K. A que atribui esse seu sucesso com as mulheres? O rótulo de galã o incomoda?

JC. Como é notório, a beleza latina encanta mulheres do mundo inteiro, bem como minha autoridade e minha sapiência. Mas o grande segredo é a cama Imperatus Size do palácio em Roma. Aquilo derruba de orgasmos até a Margareth Tatchter.

K. A dependência alcoólica ajuda ou atrapalha a sua verve criativa?

JC. Deveras. Eu costumo acreditar que sou tão magnânimo que consigo invadir a China com trinta e sete doses de Cuervo sem desembainhar minha espada. Escrever então torna-se mais fácil ainda. Meu pior vício é a megalomania. O resto eu tiro de letra.

K. Quais são os seus segredos de beleza?

JC. Cleópatra havia indicado o célebre "banho de espermas". achei pouco ortodoxo e recorri aos célebres poderes do mago Avon e seu ajudante gaulês, o Botox.

K. Fontes atribuem sua rixa com Francisco Buarque de Holanda a uma disputa de sinuca, no passado, que terminou com juras de morte de ambas as partes. Confirma?

JC. Ele e o Gárcia Marquez eram péssimos praticantes da sinuca. Um dia, num ato de condescendia, deixei que os dois ganhassem a partida contra minha pessoa. Foi motivo para que eles alardeassem através de suas literaturas enfadonhas que o Imperador era mero aprendiz na sinuca. Mandei-os às galês, e depois pedi que os despejassem nos recôncavos mais infeliz do mundo. Por isso hoje o Brasil e a Colômbia, respectivamente, são seus lares.

K. Outros boatos afirmam que você seria Jordi, o garoto prodígio gaulês que, cansado da fama e viciado em drogas, fraudou documentos pessoais e recolheu-se a um paraíso tropical para tratar a dependência. O que tem a dizer sobre o assunto?

JC. Tenho a Jordi como um filho, mas o mesmo algumas vezes dá suas escapadas típicas da adolescência. Certa vez, em visita ao Brasil, o garoto começou a se enturmar com um tal de Rafael Ilha, e enveredou-se para o mundo dos degustadores de pilhas alcalinas. Foi o bastante para que eu lhe tirasse o poder de mandatário da Gália e o mandasse ao Brasil, junto com o Chico, para tratamento que, ao menos por enquanto, vem surtindo efeito, pois o rapaz já parou de cantar.

K. Como conseguiu ficar longe da criminalidade, mesmo torcendo para o Corinthians? Você vem de uma infância corintiana marginal?

JC. (alterado e sem controle) Guardas! Mais uma palavra desta infame contra o Todo Poderoso e a mesma irá para as galés. No mínimo deve ser torcedora daquele timeco paranaense que carrega Atlético no nome.

K. Agora que é mundialmente famoso e reconhecido nas ruas, tendo em vista o Fracassados uma ova!, as aparições televisivas e as negociações no Iraque, gostaria de deixar uma mensagem para os jovens?

JC. Nunca arrisquem-se a prestar vestibular na Universidade São Judas, esqueçam o jornalismo e pratiquem, diariamente, a arte da sinuca, bem como os prazeres da bebida. Vocês serão felizes, alienados e agradecerão ao Imperador eternamente.

K. O Imperador por O Imperador:

JC. Um homem simples, justo, modesto, lindo, sempiterno, augusto, magnífico, ponderado, dotado de uma inteligência absurdamente sagaz, grande articulista, célebre estrategista e exímio escritor. No mais não gosto muito de falar de mim por conta da minha imensa humildade.



 Escrito por Karinassa às 18h57 [   ] [ envie esta mensagem ]




Esqueçam o que li, escrevi, escutei e por aí vai...

Não, não estou aderindo a um “momento FHC”. É que a pauta magnífica sugerida pela queridíssima Karina, esta semana, é o tal do “Eu adoraria odiar, mas apenas adoro”. Sim, todos temos uma bela mancha negra no nosso passado. E viva ao chavão!

Se o nobre leitor deste espaço tem mais do que 22 anos, provavelmente se lembra dos fatídicos New Kids on the Block. Pode ter gostado, odiado, sido aliciado a escutar a banda pelos filhos ou até mesmo, em alguns casos, pelos netos. De qualquer forma não passou incólume a esse fenômeno, essa hecatombe musical.

Eu confesso que, antes de aprender o que era música (eu não conhecia os Stones!!!! Por Marx!) eu fui fã dos rapazes de topetes estranhos e “mullets”. Exaltava-me com a simples menção da música "Step by step" e queria por todas as forças ostentar cabeleiras tão garbosas. Aiaiaiaiaiai, os anos 80.

Tive também como ídolo o célebre Jordi. Quem não se lembra do francesinho babaca que cantava com voz de criança mimada a música “Allison”. E esquecer da ida do petit ao Faustão, onde o apresentador soltou o notório “quem sabe faz ao vivo” e o Jordi não cantou, bem como quase engoliu o microfone. Por Engels, como aquilo foi magnífico.

No restante das artes também destôo da pecha de intelectualóide-metido-a-sabido. Destruo todos os capítulos de Harry Potter com a mesma voracidade que dedico aos clássicos shakesperianos. Assisto às comédias besteirol como um francês exaltado por um filme do Goddard. Ouço Sidney Magal sentindo-me em Viena escutando Beethoven “as himself”.

Tudo isso porque a chamada contracultura é o momento de descontração associado à informação cultural. Onde por exemplo você poderia descobrir quem era o Bispo de Torquemada, de uma forma prazerosa, senão no clássico “A história do mundo” besteirol magnífico dirigido e estrelado pelo Mel Brooks. Ou achar aquele chavão canastramente (sic) magnífico que é “o meu sangue ferve por você”, senão no clássico de Sidney Magal? E o Agepê com a célebre “quero te pegar no colo, te deitar no solo e te fazer mulher”? Arrisco dizer que nem o célebre Bardo faria igual!

Ok, ok, é um tanto perigoso fazer declarações deste porte. Afinal de contas, não dá para digladiar os estilos, uma vez que suas discrepâncias são gritantes. De qualquer forma, vale a comparação porque tenho a plena certeza de que ambos, tanto o clássico quanto o “kistch” nasceram de lampejos de sapiência de seus autores, sejam eles New Kids ou Chopin. Deus (eu disse Deus?) estou falando em momentos de sapiência com o New Kids?

Mas perigoso mesmo é contar, via blog para todo o mundo, que não me agüento ao som de “Vogue” da Madonna. Ah, e que varro a casa algumas vezes, sob ordens de Herr Helena, escutando “E o vento levou (brega chique)” mais famosa nos ciclos “bregas” como “Doméstica” do Eduardo Dusek (o maior gênio da música brasileira). E por fim, que durante dois minutos da minha vida, eu invejei o cabelo do Vannila Ice!

Dê-me um tiro, por favor!



 Escrito por O imperador às 13h28 [   ] [ envie esta mensagem ]




Nota da redação

Por motivos ainda sob Segredo de Estado, segredo este garantido pelo artigo 144 da Constituição Federal de 1988, nosso nobre Imperador encontra-se impossibilitado de dissertar hoje acerca do tema proposto. Notícias sensacionalistas revelam que o nobílissimo membro da mais alta casta dos mandatários está em Washington D.C., à procura de uma boa locação para desferir um tiro certeiro no presidente (sic) reeleito George W. Bush. Acreditamos, porém, que o mesmo esteja enfurnado em algum bar saciando sua ebriedade infinda.
 
Certa de sua compreensão e da torcida de todos pela boa integridade física do Imperador, subscrevo-me.
 
Atenciosamente,
 
Karinassa
Redatora do Fracassados uma ova!
(sozinha, carente e desamparada)


 Escrito por Karinassa às 13h34 [   ] [ envie esta mensagem ]




Eu adoraria odiar, mas apenas adoro...

Pois é... para essa semana, propus o tema acima ao nosso Imperador de cada dia. Ele ficou muito animado, mas, como anda ocupado com os conflitos do Iraque, talvez hoje você tenham apenas o meu texto. (Não se preocupe!!! O texto de Júlio César provavelmente tardará, mas não falhará assim que ele for libertado do cárcere).

A idéia era abordarmos aquelas coisas esdrúxulas e que denigrem a nossa imagem, mas sem as quais não vivemos. E, claro, o caminho mais fácil e lógico seria enveredarmos para o campo cultural.

"Cultural", por definição, corresponde a tudo aquilo que não é natural. Aqui, vou usar da sua idéia mais corriqueira, semelhante à concepção de arte.
 
Eis que constato que, dentre as minhas preferências culturais, há absolutamente nada que me envergonhe. Mas nadica de nada! Isso porque, "gosto não se discute".  Certo, você já escutou esse chavão por aí, mas analise, agora, a dimensão dele.

Quem é que define se determinada manifestação fará parte da Cultura ou da Contra-cultura? Quem é que disse que "Falsa Baiana" do Geraldo Pereira (... Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira / Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras / Deixando a moçada com água na boca...), cantada e recantada por uma penca de medalhões (a Maria Betânia é a primeira que me vem à cabeça), por exemplo, é MpB (com aquele "p" de popular cada vez mais minúsculo), ao mesmo tempo que aquelas músicas axé-pagode, de coreografia carnavalesca não são? 

Certamente os realistas, os naturalistas, os modernistas foram, cada qual à sua época, taxados de contra-culturais, já que romperam padrões.

E não se use o critério da comercialização da arte. É sabido que Bach, por exemplo, vendia suas obras à Igreja Católica. O que? Bach não é arte?

Eu que me considero relativamente aculturada (mais que a média nacional serve?), que leio por prazer, não tenho vergonha alguma: assisto a novelas igalmente por prazer, e fico angustiada quando perco algum capítulo da Saga de Maria do Carmo.

E adoro o existencialismo inquietante do Camus, ou do Èmile Zola, da mesma maneira que devoro os dois livros da Helen Fieldong, que trazem a Bridget Jones como heroína. E escrevo aqui com toda sinceridade de que sou capaz: os três autores citados me entretêm na mesma proporção.

Acho que há momento para filme europeu, oriental ou nacional (cinema-arte, como gostam de classificar esses cinéfilos intelectualóides), como há momento para "Com a bola toda" (um filme péssimo de tudo, com o Ben Stiller, cujo tema principal é um campeonato de caçador, que em São Paulo deve se chamar "queimada", já que assim foi traduzido. Sim, fui ao cinema assistir à pérola).

Assim, não tenho vergonha nenhuma de assumir para quem interessar. A-do-ro assistir ao Big Brother!!! Já pensei em coisas como natureza humana, confinamento, pena de restrição de liberdade, ética e normatização de grupos assistindo ao programa tão apedrejado.

Também não tenho nenhum receio de defender que coloco no mesmo balaio de importância, o Wando, o Tom Jobim, a dupla Pena Branca e Xavantinho e o Lula Queiroga, como colocaria tantos outros de quem sou fã.

Eu já abordei a idéia aqui , mas de maneira muito tênue. Se as suas preferências são escolhidas pelo critério do status cultural que elas lhe conferem, elas não valem nada, elas são meramente decorativas. O critério para a escolha das suas preferências deve ser... o seu gosto pessoal, a sua emoção (mas é tão óbvio!). E tire o proveito que você puder disso.

Mas, vamos voltar ao tema inicial. Coisas das quais me envergonho de gostar: (nem tanto, conforme a explicação acima)

Já mencionei novela, né? Senhora do Destino está ma-ra-vi-lho-sa, mas, insuperáveis, mesmo, são as do Manoel Carlos (aquelas que sempre têm uma Helena no meio).

Já mencionei Big Brother (inclusive, declaro aqui, para quem quiser ler, que odeio o pegajoso do Giulliano com todas as minhas forças!).

Não vivo sem revista de fofoca, e admito: já usei da estratégia de chegar meia hora antes no consultório médico, só para dar tempo de ler mais revistas de fofoca. Mas tem que ser revista baixaria, fofoca braba mesmo... a Caras é muito polida e só serve para o exibicionismo da "hight society" nacional.

Aliás, se, por uma graça dos Céus, posso pegar uma televisão de tarde, no meio da semana, fico toda assanhada com o programa do Leão Lobo. Só é substituído pela Sessão da Tarde em que passe, claro, aqueles filminhos de colegial, bem anos 80. Namorada de Aluguel, Clube dos cinco, e todos esses filmes que voltaram a ser moda. Filmes de cachorrinho, dos quais, os ícones são Benji e Lessie, também são a minha fraqueza.

E o que dizer do "Teste de Fidelidade" do João Kleber? E do detector de mentiras do Gilberto Barros? Sensacionais!!!

Além disso, choro toda vez que escuto "Pai" do Fábio Júnior (declaração já feita na SK), e uma das minhas músicas preferidas é "Paixão" do Kleiton e Kleidir (...Revirando os olhos e o tapete, suspirando em falsete... Ah, esse maldito feixo-eclair... essa aventura em carne e osso deixa marcas no pescoço...). Claro, não posso me esquecer de Roupa nova e todo o conjunto da obra! Roupa Nova é um show que, decididamente, não perderei, assim que for anunciado nestas bandas.

Isso é só uma parcela ínfima da Karinassa Povão. 

 

E, não se esqueça: Fracassados uma ova! também é cultura!



 Escrito por Karinassa às 07h22 [   ] [ envie esta mensagem ]




Prefácio para o "Requiém..."

Nota do Imperador: Vale, em primeiro lugar, deixar claro aos nobres leitores que eu e a divina Karina nunca nos vimos em nossas vidas. Somos noivos incensados por Santíssimo orkut e abençoados pelo Padre Messenger. Obviamente nossa aliança não é de metal como as comuns. Ela é mais conhecida no mundo da web como blog e tem grafada em suas entranhas o nome de nossa união: "Fracassados uma ova!".

Pois bem, nosso mote essa semana é de como será a primeira vez que nos vermos. Tenho de assumir que sinto calafrios de ansiedade quando toco no assunto, uma vez que Karina é a entidade mais magnífica que já conheci via internet. E acredito que ele renderá boas risadas e uma crônica magnífica num vindouro futuro.

Dito isto vamos ao texto, meus caros.

Requiém por um sonho imperial

Eu nunca vi foto alguma de Karina. Fiz algumas análises através profile dela no orkut e cheguei à conclusão de que uma mulher curitibana de sobrenome germânico só pode ser classificada de magnífica para cima. De qualquer forma, Karina já vale o mundo só pelo que diz e escreve.

Pois bem, comecei também a armar conjecturas sobre como será o nosso primeiro encontro. Como bom comunista interessado na análise financeira e social das coisas, defini-lo em duas formas: a proletária e a capitalista.

A primeira dar-se-ia no Terminal Rodoviário Tietê, famoso pela superlotação, pela proximidade com o finado Carandiru e pela mulher que dá sonífero aos passageiros para depois assaltá-los. Esperaria por Karina no portão de desembarque com uma placa com os dizeres “A Karina é minha. Tira o olho, seu pulha!”. Nos abraçaríamos e nos beijaríamos de forma deveras fofucha, matando de inveja os recalcados e proletários transeuntes do terminal.

Já a versão capitalista aconteceria com o desembarque da moça em Congonhas (ou Cumbica, sei lá, eu nunca viajei de avião) e de forma um pouco mais sóbria. Identificaria-me através da placa “Sim, eu sou o Júlio. Não corra de volta para o avião, por favor!”. Combinaríamos de ir trajando camisetas do Che para chocar a sociedade esnobe que voa sobre nossas cabeças. E sairíamos de mãos dadas cantando “A Internacional”, em russo, para ojeriza da burguesia embevecida com o casal comuna.

Elucubrações políticas e sociais à parte, creio que o encontro se dará, de forma real, da seguinte forma:

- Oi Júlio. Eu sou a Karina.

- Você é tão maravilhosa ao vivo quanto pela escrita, minha querida.

- Ah Júlio, você é tão lindinho. Obrigada querido.

E o famoso "a primeira vista" terminará com uma conversa sobre nossas vidas no ambulatório do terminal/aeroporto, após o desmaio emocional do Imperador. Que os defilibradores estejam a postos, caros doutores.

Sim, eu sou um idólatra meio canastrão. E sim, a Karina é o máximo dos máximos!



 Escrito por O imperador às 12h44 [   ] [ envie esta mensagem ]




Karinassa e o Imperador seguem à realidade

Era essa a vez de Sua Majestade - Júlio César - propor um tema ao Fracassados uma ova!, e, para a total surpresa desta que vos escreve, o tema escolhido foi o acima. E eu que já estava apavorada, esperando uma discussão sócio-política-religiosa-cultural-regional qualquer...

Bem que Dona Lelê me advertiu que esse nosso Imperador é cheio de romantismos... Vamos lá:

A identificação virtual é rara, mas é real. Sim, confesso que, o que me levou à Internet para a comunicação com pessoas outras, foi um momento de fragilidade e vazio, por motivos que não vêem ao caso. Todavia, o que me mantém conectada são encontros como o que houve entre os dois autores deste nobre espaço.

Da mesma maneira, o que me levou ao contato virtual com o Júlio foi o entusiasmo com os escritos dele, com as suas idéias convictas, com os seus exageros, com o seu humor... Mas, o que me mantém em contato com o Júlio é o fato de ele ser energizante (parece papo holístico): Alimento para o ego e para o espírito. Descobertas. Deslumbramentos.

Não sei muito bem lidar com os personagens virtuais que me rodeiam e causam impacto, emoções, afetos, ódios... penso que a categoria de pessoas virtuais está muito próxima da categoria de amigos imaginários infantis, ao passo que não se sabe muito bem, definir o que é realidade ou não, o que é imaginação, o que é idealização e o que é fato.

No presente caso, o incômodo é agravado pelo fato de termos o Fracassados uma ova! como elo de ligação.

Assim, o nosso encontro pessoal me parece inevitável, e, como também faz parte da imaginação (como qualquer outro acontecimento futuro), eu o imagino mais ou menos assim:

Telefone:

- Alô?

- Alô! Karina? Júlio César ao seu dispor, diretamente de São Paulo. Seguinte: amanhã será a última apresentação do (Sidney) Magal. Quem vai abrir é o Eduardo Dusek. Consegui convites... vamos?

- Sério? Putz... não dá pra perder.... certo, vou comprar as passagens. Pode me esperar.

E lá vou eu, encarar mais de cinco horas de viagem dentro do latão, usando o pretexto do show do Sidney Magal para conhecer o nosso Imperador. São mais de cinco horas de grande expectativa, medo de decepcionar, medo de decepção, medo de revelar a grande fraude que sou eu e o meu personagem gente fina, fraude esta que consegui esconder com êxito até então...

Desembarco com a respiração presa e percebo um rosto que reconheço de algumas referências fotográficas, também aparentando certa apnéia. O pensamentos que seguem serão mais ou menos os seguintes:

"Porra, mas esses paranaenses são caipiras, mesmo. Para que se maquiar tanto pra viajar de ônibus?"

(Baby, Karinassa sem quilos de rímel nas pestanas, não é Karinassa).

"Que cumprimento mais seco! Nem para olhar nos meus olhos, esse cara!"

(Corto o meu dedo mindinho do pé direito, se o Sêo Júlio César não é a personificação da timidez).

"Que mulher mais cavala! E eu que a imaginava estilo mignonzinho"

(É... a minha herança genética de matrona italiana, os peitões e o quadriuzão, tudo isso sobre 1,70 metros não me deixarão esconder sou cavalona, mesmo).

"Virgesanta.... mas ele é uma criança!"

(Os quatro anos a mais gritarão nesse momento. Droga! Estou ficando velha!).

- Deixa que eu carrego a sua mala! Vamos? Temos um tempinho antes do show... vai uma pizza com chopinho?

- Opa! Dizem que a pizza paulistana é melhor que a italiana. Mas ao invés do chopinho, fico com Coca Light, beleza?

 

E nesse momento, mais do que nos conhecermos, nos reconheceremos.



 Escrito por Karinassa às 10h47 [   ] [ envie esta mensagem ]




Assim será o Imperador em 2005

Pois é, dá-se início ao Fracassados uma ova, blog-filho deste em companhia da Super Karinassa. Idéia tresloucada  nascida em uma conversa via Messenger, após nos conhecermos no orkut. Quem diria que um dia a humanidade evoluiria dos saraus para a comunidade “Blogueiros Fracassados” no que concerne a conhecer seres magníficos.
Para situar os leitores, começamos a conversar por meio de listas – coisa que o Imperador é extremamente viciado - onde escolhíamos cinco melhores coisas de qualquer setor da atividade humana (os escatológicos ainda não vieram, mas nos aguardem). Sendo assim, nosso primeiro post em comum será sobre os malfadados e viciantes "tops". Sim, uma listagem para 2005, no melhor estilo clichê de blogueiros em começo de Ano Novo.

1 - Em 2005 o Brasil será o País do futuro, só para começarmos com um clichê.
2 - Escreverei textos mais absurdos, porém coerentes com a língua pátria.
3 - Vou continuar fumando, pois sou fraco.
4 - Vou continuar bebendo, pois sou jornalista.
5 - Vou tentar abandonar a sinuca.
6 - Sou fraco, abandonarei uma aula qualquer da faculdade e jogarei sinuca.
7 - Vou me convencer de que academias não são antros de ultrabíceps e nenhum cérebro.
8 - Vou aceitar o convite da Lelê para perder a barriga.
9 - Vou arriscar-me mais nos jogos de azar.
10 - Não farei implante de cabelo.
11 - Serei mais cruel com a família, Deus, Beatles, Pelé e outros dogmas intocáveis deste mundo.
12 - Venderei até meu rim por vinte comentários diários.
13 - Estabelecerei com Karina uma amizade sempiterna.
14 - Plantarei uma árvore.

Devem ter mais outras trilhões de coisas que esqueci, como sempre acontece. E sempre estas trilhões de coisas são realizadas, em detrimento do que se promete. De qualquer forma, aqui prometi coisas impossíveis de não acontecerem. Com exceção de vender o rim. E de plantar uma árvore também, é claro.

PS: Terminando em 14, o dobro de sete. Para dar sorte em dobro a nós esse ano, prezada Karina... :o)



 Escrito por O imperador às 17h52 [   ] [ envie esta mensagem ]




Uma lista para 2005

Filho de Imperador só poderia nascer em Dia de Reis...

Taí, esse é o meu filho mais novo. O primeiro com pai conhecido. E dessa vez, eu não bobeei: escolhi, logo, um pai da realeza!

Compartilhar um blog-filho com sua Majestade, Júlio Cesar, só posso me sentir a própria Cleópatra, conforme me confirmou uma cartomante que viu minhas vidas passadas certa vez. Sim, eu era a reencarnação da Rainha de Constantinopla, segundo o laudo da confiável vidente.

Como bom e nobre cavalheiro, o nosso Imperador deixou comigo a tarefa de propor o nosso primeiro tema. Acho que era dia 30/12/2004, estávamos no afã da virada de ano, e o meu sócio neste empreendimento tinha acabado de me revelar, via Messenger, da sua tara sexual por listinhas.

Assim, propus o tema acima.

Claro, quase me arrependi. Pensei em cair no clichê de fazer uma lista com as esperanças pessoais para 2005.

Todavia, surrupio sem o prévio consentimento, a idéia de um dos meus amigos massa-cinzenta-pensante: o Sr. Lubachevski. Ao refletir (através de ótimo texto) sobre a cor das suas vestes na virada de ano, suas palavras foram:

“(...)segundo os especializados em superstições cretinas, o verde simboliza esperança, de maneira que não me parece ser uma boa passar a virada de verde. De esperar, já não dá mais, além do que, quem espera sempre cansa.”

Assim, para não fugir do tema proposto por mim mesma, vou fazer uma listinha com os motivos pelos quais penso que o ano já está começando bem:

1.Comecei o ano empregada (o que não era um fato no ano passado);

2.Tirando algumas dívidas com meu pai, minhas finanças estão equilibradas;

3.O primeiro livro que li em 2005 foi de um autor-descoberta-curitibana (graças à recomendação do Nemesis - Ponto-Cego). “Uma noite em Curitiba”: excelente e muito sensível obra do meu conterrâneo Cristóvão Tezza.

4.O primeiro filme do ano será o mais novo do Jorge Furtado, considerado pela crítica karinassistica especializada, o ícone cinematográfico nacional. (embora eu não me perdoe por não ter desfrutado de “Meu tio matou um cara” já na estréia);

5.Não gasto mais meu dinheirinho suado com aquele nojo de Malrboro Light (ou similares), o que ainda ocorria no ano passado;

6.Livro-me, aos poucos, daquela escravidão que é meu escritório de advocacia. Cada substabelecimento parece uma carta de alforria... E viva o proletariado!

7.Se somarmos os algarismos de 2005, dá sete, meu número da sorte! (assim, vou parar por aqui)

Ou seja, esse ano tem tudo para ser ótimo!

OK, talvez eu tivesse não sete, mas um múltiplo de sete motivos para achar que esse ano não vai dar em boa coisa. Mas... sejamos um pouco Poliana.

 Update de 10/01/2005: Conforme o previsto, assisti ao "Meu tio matou um cara". Clique para maiores considerações.



 Escrito por Karinassa às 16h25 [   ] [ envie esta mensagem ]


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